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20 de jul. de 2019

Santo Apolinário, Bispo de Ravena

Santo Apolinário foi um sírio que foi bispo da cidade de Ravena (Itália), "que enquanto espalhava entre as nações as riquezas da palavra de Cristo, liderou seu rebanho como um bom pastor e honrou a Igreja com um martírio glorioso"(1). Ele foi o primeiro bispo de Ravena e teria ouvido pregações pessoalmente de São Pedro. Durante seu bispado em Ravena a Igreja nascente foi constatemente perseguida pelo Imperador Vespasiano ou Nero, dependendo da fonte. Não há como precisar quando seu martírio ocorreu, século II ou III, por que toda documentação disponível só foi escrita a partir do século VII pelo Arcebispo Mauro (642-671), mas é certo que se trata do primeiro bispo de Ravena e pregava em toda região da Emilia Romana, onde hoje estão as cidades de Bolonha, Parma e Ravena. 

A Enciclopédia Católica assim descreve a versão tradicional de sua história:

Ele foi Bispo de Ravena, Itália, nomeado por São Pedro. Seus milagres e pregação logo atraíram a atenção dos governantes, pois através deles muitos estavam sendo convertidos à fé cristã, a fúria dos idólatras logo se abateu sobre ele, que lhe surraram cruelmente e o largaram fora da cidade. Foi encontrado semi-morto na praia e escondido pelos cristãos, mas foi capturado novamente, obrigado a andar sobre carvão ardente e expulso da cidade. Então continuou seu trabalho de evangelização nas imediações de Ravena. 

Pela terceira vez foi capturado, esfaqueado e jogaram água fervente em sua feridas, foi apedrejado e quebraram a sua mandíbula para que não mais pregasse. Jogado em uma masmorra, amarrado por correntes, foi deixado para morrer de fome.  Dias depois, vendo que ainda estava vivo, decidiram colocá-lo em um navio e enviá-lo a Grécia. Lá também realizou milagres e conversões, um deixou os gregos especialmente furiosos: ele emudeceu os adivinhos pagãos. Novamente foi espancado e enviado de volta à Ravena, de onde estava afastado por três anos.

Nos tempos do Imperador Vespasiano começou uma grande perseguição e Santo Apolinário foi escondido pelos cristãos, até ser descoberto no subúrbio da cidade de Classe. Foi surrado, mas sobreviveu por sete dias. Neste período previu que as perseguições seriam ainda mais intensas e ao final a Igreja triunfaria.

Seu lugar de nascimento não é certo, mas é provável que seja Antioquia (Síria), nem é certo que tenha sido um dos setenta e dois discípulos de Cristo, nem a data de sua consagração é conhecida, mas é certo que foi bispo de Ravena por 26 anos. 

Do ponto de visto histórico, não há registros confiáveis sobre Santo Apolinário, exceto que a comunidade é muito antiga e data dos primeiros tempos da Igreja, o que torna plausível ele ter sido martirizado. Sua veneração iniciou em torno do século V e diz-se que é especialmente efetivo para curar gota, doenças venéreas e epilepsia. Suas relíquias estão na Basílica Beneditina de Santo Apolinário em Classe, próxima a Ravena. Sua memória é celebrada em 20 de Julho.

-- autoria própria

(1) Martyrologium Romanum (Libreria Editrice Vaticana 2001)

13 de abr. de 2019

Judas e Pedro

Nesta Semana Santa há dois personagens, discípulos de Jesus que o acompanharam por três anos, que são fundamentais:

Judas beijando a Cristo e São Pedro cortando a orelha do soldado, tela
de José Joaquim da Rocha, 1776.
- Judas Iscariotes, que entrega Jesus para os soldados em troca de um suborno de 30 moedas. Caindo em si, tenta devolver o dinheiro, mas os sacerdotes do Templo simplesmente negam recebê-lo; em desespero, Judas se enforca, este é o seu final na Terra.

- Pedro, meio falastrão, que prometeu acompanhar Jesus até a morte, mas no momento decisivo de tornar suas palavras em ações, prefere negar a Cristo três vezes para salvar sua vida. Caindo em si, chora amargamente a traição que cometera. Por se manter justo com os outros, irá reecontrar Jesus, a quem dirá, as mesmas três vezes, amá-lo, e de quem receberá a missão, também três vezes repetidas, de apascentar suas ovelhas. Por aceitar sua missão, Pedro tornou-se o primeiro Papa da nascente Igreja e terminou também crucificado.

Ambos traíram a Jesus, mas somente um viveu para refazer sua história. Qual a diferença? 

Judas, em desespero, não suportou o peso do seu pecado. Tentou se desfazer dele, devolvendo as moedas, mas os sacerdotes apenas lhe disseram que não queriam nada mais com ele. Sem ver solução, sem confiar em Deus, achando que seu pecado era tão grande que não tinha perdão, Judas entrou em um desespero tão grande que acabou se suicidando. Hoje, com o auxílio da Psicologia, entendemos que o suicida não está num estado normal e prefre cometer um ato que contrário à natureza, não só humana, mas todos animais tendem a se preservar, nunca tirar a sua vida.

Pedro chorou amargamente, admitiu sua culpa, permaneceu com seus irmãos, viu a Cristo Ressuscitado, mas ainda carregava dentro de si a sua culpa. Foi preciso que Cristo insiste, repetisse três vezes que lhe amava, que tinha um lugar para ele na sua Igreja, que permanecesse ao seu lado, para que Pedro se sentisse realmente perdoado. 

Sobre Pedro, a Igreja afirma que está nos seus céus, por isso é chamado de São Pedro. De Judas, a Igreja não sabe o que aconteceu, talvez esteja no Céu, ou no Purgatório, ou no Inferno. O que terá pensado Judas naquele último momento em que já não podia desfazer seu ato, livrar-se da corda no pescoço, mmas ainda tinha um último suspiro de vida? Diz-se que mesmo depois de morrer, Deus, em sua bondade, ainda concede mais cinco minutos para o arrependimento do seus pecados.

São Paulo dirá que o que pregamos é loucura para o mundo. E o que pregamos é Deus Misericordioso que pode apagar todos os pecados. Pregamos Jesus Cristo, que do alto na Cruz, suas últimas palavras foram: "Pai, perdoa-lhes, eles não sabem o que fazem". A quem Jesus está perdoando? A todos! Aos soldados que estavam cumprindo a ordem de matá-lo; a Pilatos, que aceitou matá-lo, ainda que lavasse suas mãos para dizer que não concordava; aos sacerdotes judeus que armaram a acusação e um falso julgamento. Mas Jesus estava ali também perdoando a Pedro, que lhe negara três vezes; a Judas Iscariotes, que lhe entregara aos soldados; a outros apóstolos que, com medo, se omitiram. 

Jesus estava também perdoando a nós que escutamos o que Ele falou, conhecemos seus Dez Mandamentos e, no entanto, todos os dias fazemos exatamente o contrário. Lembro claramente de um rapaz em Manaus, que contava ter matado a duas pessoas em troca de dinheiro, mas entendeu que Deus havia perdoado aquele pecado gravíssimo. Lembro de uma senhora que viu o amor de Deus perdoando-lhe o pecado de ter abortado seu filho. Lembro de outro rapaz que Deus perdoou os pecados cometidos em muitos anos de drogas, sexo e homossexualismo. Nenhum deles é uma pessoa excepcional, como anjos que andam levitando pelo mundo; muito pelo contrário, cometeram atos contrários à natureza humana, contrários aos ensinamentos de Deus, mas eles tem a certeza do Amor Deus Misericordioso, que um dia os conduzirá aos céus, à uma vida eterna ao lado de Deus. 

Todos nós pecamos, todos nós precisamos ser como Pedro, que mesmo envorganhado, permaneceu com seus irmãos, permaneceu na Igreja. Um dia veremos o Amor de Deus na nossa vida, veremos como nossos pecados são realmente, profundamente perdoados. Veremos que Deus pode tirar de nossas pecados uma nova vida, fazer uma transformação, uma verdadeira conversão. 

Estamos entrando na Semana Santa, celebraremos Jesus Cristo Ressuscitado, Jesus Cristo que renova a nossa vida, perdoa todos os nossos pecados, sem a mínima exceção. É um tempo privilegiado do Amor de Deus, um tempo festivo, na noite de Páscoa Cristo venceu a Morte e dos infernos retorna glorioso. Alegre-se a Terra, inundada pela luz de Cristo Jesus, que destruiu as trevas da morte e do pecado.  Aleluia!



-- autoria própria

30 de nov. de 2018

Encontramos o Messias

Santo André, o primeiro a ser chamado por Cristo.
Foi ele que disse ao irmão Pedro: Encontramos
ao Messias.
André, tendo permanecido com Jesus e aprendido com ele muitas coisas, não escondeu o tesouro só para si mas correu depressa à procura de seu irmão, para fazê-lo participar da sua descoberta. Repara o que lhe disse: Encontramos o Messias (que quer dizer Cristo) (Jo 1,41). Vede como logo revela o que aprendera em pouco tempo! Demonstra assim o valor do Mestre que o persuadira, bem como a aplicação e o zelo daqueles que, desde o princípio, já estavam atentos. Esta expressão, com efeito, é de quem deseja intensamente a sua vinda, espera aquele que deveria vir do céu, exulta de alegria quando ele se manifestou, e se apresa em comunicar aos outros a grande notícia.

Repara também a docilidade e a prontidão de espírito de Pedro. Acorre imediatamente. E conduziu-o a Jesus (Jo 1,42), afirma o Evangelho. Mas ninguém condene a facilidade com que, não sem muita reflexão, aceitou a notícia. É provável que o irmão lhe tenha falado pormenorizadamente mais coisas. Na verdade, os evangelistas sempre narram muitas coisas resumidamente, por razões de brevidade. Aliás, não afirma que acreditou logo, mas: E conduziu-o a Jesus (Jo 1,42), e a ele o confiou para que aprendesse com Jesus todas as coisas.Estava ali, também, outro discípulo que viera com os mesmos sentimentos.

Se João Batista, quando afirma: Eis o Cordeiro e batiza no Espírito Santo (cf. Jo 1,29.33), deixou mais clara, sobre esta questão, a doutrina que seria dada pelo Cristo, muito mais fez André. Pois, não se julgando capaz de explicar tudo, conduziu o irmão à própria fonte da luz, tão contente e pressuroso, que não duvidou sequer um momento.

-- Das Homilias sobre o Evangelho de João, de São João Crisóstomo, bispo (século IV)

2 de set. de 2016

Bem-aventurados os pobres de espírito

Não há dúvida de que os pobres alcançam mais facilmente que os ricos o bem da humildade; estes, nas riquezas, a conhecida altivez. Contudo em muitos ricos encontra-se a disposição de empregar sua abundância não para se inchar de soberba, mas para realizar obras de benignidade; e assim eles têm por máximo lucro tudo quanto gastam em aliviar a miséria do trabalho dos outros.  

A todo gênero e classe de pessoas é dado ter parte nesta virtude, porque podem ser iguais na intenção e desiguais no lucro; e não importa quanto sejam diferentes nos bens terrenos, se são idênticos nos bens espirituais. Feliz então a pobreza que não se prende ao amor das coisas transitórias, nem deseja o crescimento das riquezas do mundo, mas anseia por enriquecer-se com os tesouros celestes.

Exemplo de fidalga pobreza foi-nos dado primeiro, depois do Senhor, pelos apóstolos que, abandonando igualmente todas as posses à voz do Mestre celeste, se transformaram, por célebre conversão, de pescadores de peixes em pescadores de homens (cf. Mt 4,19). Eles tornaram a muitos outros semelhantes a si, à imitação de sua fé, quando nos filhos da Igreja primitiva era um só o coração de todos e uma só a alma dos que criam (cf. At 4,32). Desapegados de todas as coisas e de suas posses, pela pobreza sagrada enriqueciam-se com os tesouros eternos. Segundo a pregação apostólica, alegravam-se por nada ter do mundo e tudo possuir com Cristo.  

O santo apóstolo Pedro, subindo ao templo, respondeu ao entrevado que lhe pedia esmola: Prata e ouro não possuo; mas o que tenho te dou: Em nome de Jesus Cristo Nazareno, levanta-te e anda (At 3,6). Que de mais sublime do que esta humildade? E mais rico do que esta pobreza? Não tem os auxílios do dinheiro, mas tem os dons do espírito. Saíra ele paralítico do seio de sua mãe; com a palavra Pedro o curou. Quem não deu a efígie de César na moeda, reformou no homem a imagem de Cristo. 

Com este rico tesouro não foi socorrido só aquele que recuperou o andar, mas ainda as cinco mil pessoas que naquele momento creram na exortação do Apóstolo por causa do milagre da cura (cf. At 4,4). E o pobre que não tinha para dar a um mendigo, distribuiu com tanta largueza a graça divina! Da mesma forma como estabeleceu a um só homem em seus pés, assim curou a tantos milhares de fiéis em seus corações e tornou saltitantes em Cristo aqueles que encontrara entrevados.

-- Do Sermão sobre as Bem-aventuranças, de São Leão Magno, papa (século V)

14 de mai. de 2016

Mostra-nos, Senhor, quem escolheste

Naqueles dias, Pedro levantou-se no meio dos irmãos e disse (At 1,15). Pedro, a quem Cristo tinha confiado o rebanho, movido pelo fervor do seu zelo e porque era o primeiro do grupo apostólico, foi o primeiro a tomar a palavra: Irmãos, é preciso escolher dentre nós (cf. At 1,22). Ouve a opinião de todos, a fim de que o escolhido seja bem aceito, evitando a inveja que poderia surgir. Pois, estas coisas, com frequência, são origem de grandes males.

        Mas Pedro não tinha autoridade para escolher por si só? É claro que tinha.Mas absteve-se, para não demonstrar favoritismo. Além disso, ainda não tinha recebido o Espírito Santo. Então eles apresentaram dois homens: José, chamado Barsabás, que tinha o apelido de Justo, e Matias (At 1,23). Não foi Pedro que os apresentou, mas todos. O que ele fez foi aconselhar esta eleição, mostrando que a iniciativa não era sua, mas fora anteriormente anunciada pela profecia. Sua intervenção nesse caso foi interpretar a profecia e não impor um preceito.

        E continua: É preciso dentre os homens que nos acompanharam (cf. At 1,21-22). Repara como se empenha em que tenham sido testemunhas oculares; embora o Espírito Santo devesse ainda vir sobre eles, dá a isso grande importância.

        Dentre os homens que nos acompanharam durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo batismo de João (At 1,21-22). Refere-se àqueles que conviveram com Jesus, e não aos que eram apenas discípulos. De fato, eram muitos os que o seguiam desde o princípio. Vê como diz o evangelho: Era um dos dois que ouviram as palavras de João e seguiram Jesus (Jo 1,40). Durante todo o tempo em que o Senhor Jesus vivia no meio de nós, a começar pelo batismo de João. Com razão assinala este ponto de partida, já que ninguém conhecia por experiência o que antes se passara, mas foram ensinados pelo Espírito Santo.

        Até ao dia em que foi elevado ao céu. Agora, é preciso que um deles se junte a nós para ser testemunha da sua ressurreição (At 1,22). Não disse: “testemunha de tudo o mais”, porém, testemunha de sua ressurreição. Na verdade, seria mais digno de fé quem pudesse testemunhar: “Aquele que vimos comer e beber e que foi crucificado, foi esse que ressuscitou”. Não interessava ser testemunha do tempo anterior nem do seguinte nem dos milagres, mas simplesmente da ressurreição. Porque todos os outros fatos eram manifestos e públicos; só a ressurreição tinha acontecido secretamente e só eles a conheciam.

        E rezaram juntos, dizendo: Senhor, tu conheces o coração de todos. Mostra-nos (At 1,24). Tu, nós não. Com acerto o invocam como aquele que conhece os corações, pois a eleição deveria ser feita por ele e não por mais ninguém. Assim falavam com toda a confiança, porque a eleição era absolutamente necessária. Não disseram: “Escolhe”, mas: Mostra-nos quem escolheste (At 1,24). Bem sabiam que tudo está predestinado por Deus. Então tiraram a sorte entre os dois (At 1,26). Ainda não se julgavam dignos de fazer por si mesmos a eleição; por isso, desejaram ser esclarecidos por algum sinal.

-- Das Homilias sobre os Atos dos Apóstolos, de São João Crisóstomo, bispo (século IV)

23 de ago. de 2015

21º Domingo do Tempo Comum - 23/08/2015

Jo 6,60-69
Naquele tempo, 60muitos dos discípulos de Jesus, que o escutaram, disseram: “Esta palavra é dura. Quem consegue escutá-la?”
61Sabendo que seus discípulos estavam murmurando por causa disso mesmo, Jesus perguntou: “Isto vos escandaliza? 62E quando virdes o Filho do Homem subindo para onde estava antes? 63O Espírito é que dá vida, a carne não adianta nada. As palavras que vos falei são espírito e vida. 64Mas entre vós há alguns que não creem”.
Jesus sabia, desde o início, quem eram os que não tinham fé e quem havia de entregá-lo.
65E acrescentou: “É por isso que vos disse: ninguém pode vir a mim, a não ser que lhe seja concedido pelo Pai”.66A partir daquele momento, muitos discípulos voltaram atrás e não andavam mais com ele. 67Então, Jesus disse aos doze: “Vós também vos quereis ir embora?”
68Simão Pedro respondeu: “A quem iremos, Senhor? Tu tens palavras de vida eterna. 69Nós cremos firmemente e reconhecemos que tu és o Santo de Deus”.
Comentário:
Neste Evangelho Jesus pede aos seus discípulos para tomarem uma decisão: estariam eles dispostos a seguirem-no? Só podem segui-lo àqueles que recebem o dom da fé, que vem do Pai e por isso são capazes de julgar de acordo com o Espírito Santo. A mesma escolha já havia sido proposta ao povo judeu no Antigo Testamento, quando escolheram a Deus (Dt, 81-8; Js 24, 1-18), mas agora muitos fraquejaram. Já a Igreja (Pedro) faz a sua confissão de fé em Cristo, filho de Deus (At 3,14).
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • Deuteronômio 8, 1-6
  • Josué 24, 1-18
Livros Sapienciais e Proféticos
  • Salmos 33 (32)
Evangelhos
  • Mateus 8, 18-21
  • Mateus 16, 13-20
Cartas
  • Atos 3, 11-16
  • 1 Coríntios 15, 45-48
  • 2 Coríntios 3, 1-6

27 de jun. de 2015

Solenidade de São Pedro e São Paulo - Domingo 28/06/2015

Mt 16,13-19
Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”
14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”.
17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
Comentário:
Este Evangelho é fundamental para o Cristianismo: claramente é anunciado que Jesus não é apenas mais um profeta na tradição judaica, como muitos pensavam (Mt 13, 57; Mc 6, 15; Lc 13, 33), mas é o Filho de Deus (Mc 6, 51), e que a partir dele uma nova igreja (Dt 4,10; At 7, 38) será construída tendo Pedro (Jo 1, 42; Mc 3, 16) como seu líder.
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • Deuteronômio 4, 9-14
Livros Sapienciais e Proféticos
Evangelhos
  • Mateus 13, 53-58
  • MMarcos 3, 13-19
  • Marcos 6, 14-16
  • Marcos 6, 45-52
  • Lucas 13, 31-35
  • João 1, 40-42
Cartas
  • Atos dos Apóstolos 7, 35-54

17 de jan. de 2015

2º Domingo do Tempo Comum - Domingo 18/01/2015

Jo 1,35-42
Naquele tempo, 35João estava de novo com dois de seus discípulos 36e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!”
37Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus.
38Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?”
39Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde.
40André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram a palavra de João e seguiram Jesus. 41Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo).
42Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra)
Comentário:
Como fora profetizado, João Batista viria para dar testemunho da luz (Jo 1, 7.15; 3,26-30) e seu testemunho é declarar: "Eis o Cordeiro de Deus". Aceitar o Cordeiro significa seguir e buscar a Jesus, a exemplo de seus discípulos. Todo relato deste Evangelho é um pouco estilizado, para ressaltar que é Cristo que está entre nós, já não é necessário procurar a Deus no templo, mas Ele está entre nós. Os discípulos abandonam a vida que levavam e, imediatamente, passam a seguir ao Cristo, para marcar esta mudança, inclusive, mudam de nome. 
Esta mudança de vida, a conversão e aceitar a missão, encontra-se várias vezes na Bíblia: Davi era um o filho menor de uma família de pastores e será o rei de Israel (1Sm 16), Samuel é chamado diretamente por Deus (1Sm 3,3-10); enquanto Isaías e Jeremias duvidam que sejam capazes de cumprir a missão (Is 6, Jr 1). Em comum, o fato que a vocação é sempre um chamado pessoal pois Deus não constrói homens em série, mas ama a cada individualmente.
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • 1 Samuel 3, 3-10
  • 1 Samuel 16
  • Deuteronomio 4, 29
Livros Sapienciais e Proféticos
  • Isaías 6
  • Jeremias 1
Evangelhos
  • Mateus 4, 18-21
  • Mateus 16, 18-20
Cartas



21 de ago. de 2014

21o Domingo do Tempo Comum - 24/08/2014

Evangelho (Mt 16,13-20)
Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e aí perguntou a seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?” 14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros, que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” 16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso, eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
20Jesus, então, ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que ele era o Messias.
Comentário
Confiar as chaves a um funcionário é torná-lo detentor de plenos poderes. Isaias (22,19-23) parte de um fato histórico, a substituição de Sobna por Eliacim no cargo de adminstrador do palácio do Rei Ezequias e explica como um castigo de Deus por causa de sua megalomania. Este trecho é relido com um caráter messiânico neste Evangelho e em Apocalipse 3,7. 
O Evangelho compõe-se de duas partes: a confissão de Pedro e a promessa do primado. Croonologicamente parece que foram dois fatos que ocorreram em dias distintos, mas São Mateus os uniu em uma sequência para ressaltar como um fato explica o outro. Com a declaração de Pedro, a ruptura com a tradição rabínica é definitiva (Mt 15,13-14); uma nova Igreja é fundada tendo Pedro como líider. 
Diante deste modo de agir divino, o homem só pode elevar um hino de louvor a Deus, como faz São Paulo em Rm 1, 33-36, a exemplo de vários outros trechos bíblicos (Sl 138, 6-18; Is 40; Jó 41, 3; Rm 8, 31-39; 1Cor 8, 6; Cl 1, 16-17).
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos

Livros Sapienciais e Salmos
  • Jó 41, 1-3
  • Salmos 85
  • Salmos 137
  • Salmos 138, 6-18
  • Isaías 22, 19-23

Evangelhos
  • Mateus 15, 13-14
  • Mateus 16, 13-20

Livros Apostólicos
  • Romanos 8, 31-39
  • 1 Coríntios 8, 5-6
  • Colossenses 1, 16-23
  • Apocalipse 3, 7-13

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