19 de abr de 2010

O Batismo e a Travessia do Deserto.

São Pedro nos ensina que a história antiga (do AT) deve ser realizada espiritualmente pelo novo povo de Deus, acrescentando: Para proclamar suas obras admiráveis (1Pd 2,9). De fato, os que foram libertados da escravidão do Egito por Moisés, entoaram ao Senhor um canto de vitória (Ex 15), depois de terem atravessado o Mar Vermelho e afogado o exército do Faraó. Do mesmo modo, também nós, depois de termos recebido no batismo o perdão dos pecados, devemos agradecer dignamente os benefícios celestes.

Os egípcios que afligiam o povo de Deus, e por isso eram símbolos das trevas e tribulações, representam muito bem os pecados que nos oprimiam, mas que foram lavados pelas águas do Batismo.

A libertação dos filhos de Israel e a sua caminhada para a terra prometida tem íntima relação com o mistério da nossa redenção; por ela nos dirigimos para os esplendores da morada celeste, sob a luz e direção da graça de Cristo. Esta luz da graça foi também prefigurada por aquela coluna de fogo que, durante toda peregrinação no deserto defendeu os israelitas das trevas da noite e os conduziu através de veredas indescritíveis para a pátria prometida.

-- adaptado do cometário à Primeira Carta de São Pedro, de São Beda Venerável, presbítero, século VIII

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