28 de mar de 2015

Domingo de Ramos - Domingo 29/03/2015

* A liturgia do Domingo de Ramos tem duas formas do Evangelho, a mais curta, que será utilizada aqui, e outra mais longa. 
Mc 11,1-10
Naquele tempo, 1quando se aproximaram de Jerusalém, na altura de Betfagé e de Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo: “Ide até o povoado que está em frente e, logo que ali entrardes, encontrareis amarrado um jumentinho que nunca foi montado. Desamarrai-o e trazei-o aqui! 3Se alguém disser: ‘Por que fazeis isso?’, dizei: ‘O Senhor precisa dele, mas logo o mandará de volta’”.
4Eles foram e encontraram um jumentinho amarrado junto de uma porta, do lado de fora, na rua, e o desamarraram.
5Alguns dos que estavam ali disseram: “O que estais fazendo, desamarrando esse jumentinho?”
6Os discípulos responderam como Jesus havia dito, e eles permitiram. 7Levaram então o jumentinho a Jesus, colocaram sobre ele seus mantos, e Jesus montou.
8Muitos estenderam seus mantos pelo caminho, outros espalharam ramos que haviam apanhado nos campos. 9Os que iam na frente e os que vinham atrás gritavam: “Hosana! Bendito o que vem em nome do Senhor! 10Bendito seja o reino que vem, o reino de nosso pai Davi! Hosana no mais alto dos céus!”
Comentário:
A leitura do Evangelho torna atual o que Jesus fez "naquele tempo". Ele se apresenta como rei humilde e pobre (Zc 9,9). A multidão que o aclama somos nós, o seu povo, que o reconhecemos como nosso guia e chefe. Em Marcos não se fala "Filho de Deus" mas do "Reino do nosso pai Davi" , o que atende melhor as idéias de libertação política de Israel por um rei ungido por Deus, como foi Davi; uma intenção muita mais restrita que a Jesus, que queria libertar a humanidade, não apenas o país.
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • Genesis 49, 8-11
  • 2 Samuel 7, 12-16
  • 1 Reis 1, 28-37
  • 2 Reis 9, 1-13
Livros Sapienciais e Proféticos
  • Salmos 117 (118), 22-29
  • Zacarias 9, 9-10
Evangelhos
  • Mateus 21, 1-11
  • Lucas 19, 28-38
  • João 12, 12-19
Cartas
  • Atos 2, 29-36

21 de mar de 2015

São Nicolau de Flue, o patrono da Guarda Suiça

Nicolau de Flue nasceu em 1417, era o filho mais velho de ricos agricultores. Sua vida seguia os padrões da época: entrou no exército aos 21 anos, tendo tomado parte em algumas batalhas; excelente soldado, ao longo do tempo foi promovido a oficial, tendo alcançado o posto de capitão. Quando tinha cerca de 30 anos casou com Dorothy Wiss, com quem teve cinco meninos e cinco meninas. Em 1459 foi eleito juiz do cantão (estado) onde residia, tendo servido no posto por nove anos. 

Pintura de São Nicolau de Flue na igreja
paroquial de Sachseln, Suiça
A vida de oração já o atraia bastante mas as ocupações do mundo tomavam seu tempo. Certa vez teve uma visão mística de um lírio que crescia de sua boca e subia aos céus mas que acabou sendo comido por um cavalo. Ele compreendeu representar que as tarefas cotidianas estavam a engolir sua vida espiritual (lírios são associados à pureza). Aos 50 anos, com o consentimento da esposa e filhos, decidiu tornar-se um eremita e dedicar todo seu tempo à oração. 

Segundo registros históricos teria jejuado por 19 anos alimentando-se apenas da Eucaristia. Sua visões continuaram no centro de sua experiência, mas logo adquiriu fama por sua sabedoria ao aconselhar aqueles que lhe procuravam, levando à pessoas de toda Europa a peregrinarem até sua ermida em busca de sua palavras. Neste papel evitou uma guerra civil na Suiça quando o antagonismo entre as diferentes regiões aumentou até o quase confronto. Cartas enviados pelas diferentes governos ainda existem comprovando sua influência na união do país, o mais estável na Europa Central até hoje. 

Uma das visões místicas que teve é da face de Jesus no centro de um círculo, com as pontas de três espadas tocando seus olhos e boca; com outras três espadas irradiando dele para o mundo e completando a simetria. Segundo Nicolau, as seis espadas representam episódios da vida de Cristo: a boca de Deus ao anunciar seu nascimento à Maria; Cristo como testemunha ocular da Criação; a espada de sua queda no Calvário; a traição de Judas; os ouvidos que escutaram os pastores proclamando "Glória a Deus" na noite de Natal; e Cristo como aquele que trará o julgamento ao mundo. 

Santuário em Sachseln
Também sugeriu que todos deveriam carregar consigo seis medalhas com diferentes imagens para sempre lembrar-se dos deveres da caridade cristã:

  • duas muletas, lembrando os doentes
  • cajado, hospedar os peregrinos
  • uma fatia de pão, alimentar os que tem fome
  • correntes, a caridade com os presos
  • roupas, vestir os pobres
  • um caixão, enterrar os falecidos.

Nicolau de Flue faleceu em 21 de Março de 1487 cercado pela sua esposa, filhos e netos. Uma capela foi erigida em sua memória. Foi beatificado em 1669 e canonizado apenas em 1947 pelo Papa Pio XII. Seus restos mortais ainda podem ser venerados no Santuário em Sachseln, Suiça. Ele é o patrono da Suiça e da Guarda Suiça que ainda serve ao Papa. Uma oração sua é citada no Catecismo (226):

Meu Senhor e meu Deus, tira-me tudo o que me afasta de Ti. 
Meu Senhor e meu Deus, dá-me tudo o que me aproxima de Ti.
Meu Senhor e meu Deus, desapega-me de mim mesmo, para que eu me dê todo a Ti

-- autoria própria

20 de mar de 2015

5º Domingo da Quaresma - Domingo 22/03/2015

Jo 12,20-33
Naquele tempo, 20havia alguns gregos entre os que tinham subido a Jerusalém, para adorar durante a festa.21Aproximaram-se de Filipe, que era de Betsaida da Galileia, e disseram: “Senhor, gostaríamos de ver Jesus”.
22Filipe combinou com André, e os dois foram falar com Jesus. 23Jesus respondeu-lhes: “Chegou a hora em que o Filho do Homem vai ser glorificado. 24Em verdade, em verdade vos digo: Se o grão de trigo que cai na terra não morre, ele continua só um grão de trigo; mas, se morre, então produz muito fruto. 25Quem se apega à sua vida, perde-a; mas quem faz pouca conta de sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna. 26Se alguém me quer seguir, siga-me, e onde eu estou estará também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.27Agora sinto-me angustiado. E que direi? ‘Pai, livra-me desta hora?’ Mas foi precisamente para esta hora que eu vim. 28Pai, glorifica o teu nome!”
Então veio uma voz do céu: “Eu o glorifiquei e o glorificarei de novo!”
29A multidão, que aí estava e ouviu, dizia que tinha sido um trovão. Outros afirmavam: “Foi um anjo que falou com ele”.
30Jesus respondeu e disse: “Essa voz que ouvistes não foi por causa de mim, mas por causa de vós. 31É agora o julgamento deste mundo. Agora o chefe deste mundo vai ser expulso, 32e eu, quando for elevado da terra, atrairei todos a mim”. 33Jesus falava assim para indicar de que morte iria morrer”.
Comentário:
Ainda que o povo procure a Jesus, Ele sabe que deve primeiro ser exaltado na cruz enfrentando a morte. Os versículos 27-29 são conhecidos como o Getsâmani de Jesus, quando perturbado pela aproximação do desfecho pede ao pai que glorifique seu nome (Lc 22, 40-46; Mt 26, 36-46; Mc 14, 32-42). Por fim anuncia o que sucederá: o Demônio será expulso, a morte vencida e, elevado na Cruz, será o vencedor.
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • Gênesis 3 (todo capítulo)
Livros Sapienciais e Proféticos
  • Eclesiástico 24, 19-22
  • Isaías 55, 1-3
Evangelhos
  • Mateus 26, 36-46
  • Marcos 14, 32-42
  • Lucas 22, 40-46
Cartas
  • Hebreus 5, 7-10

15 de mar de 2015

Pena de morte

Arcebispo Silvano Tomasi, representante da
Santa Sé junto às Nações Unidas em Genebra.
Nesta semana o representante do Vaticano no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas Arcebispo Silvano Tomasi declarou que (1) "A posição da Santa Sé sobre este assunto já foi claramente articulada no passado ... defendendo a inviolável dignidade da vida humana e o papel das autoridades de defender de maneira adequada o bem comum da sociedade. Considerando as circunstâncias práticas atuais da maioria dos países, ..., parece evidente que há outros meios além da pena de morte par defender vidas humanas de agressores". E após mais alguns argumentos, "em conclusão, a Santa Sé apoia integralmente os esforços para abolir a pena de morte. Como forma de atingir este objetivo, é necessário 1) realizar reforma sociais que permitam às sociedades implementar a abolição da pena de morte; 2) melhorar as condições das prisões, assegurando o respeito a dignidade da pessoa humana privada de sua liberdade". 

Esta posição apenas reafirma o Catecismo da Igreja Católica:

2267. A doutrina tradicional da Igreja, desde que não haja a mínima dúvida acerca da identidade e da responsabilidade do culpado, não exclui o recurso à pena de morte, se for esta a única solução possível para defender eficazmente vidas humanas de um injusto agressor.

Contudo, se processos não sangrentos bastarem para defender e proteger do agressor a segurança das pessoas, a autoridade deve servir-se somente desses processos, porquanto correspondem melhor às condições concretas do bem comum e são mais consentâneos com a dignidade da pessoa humana.

Na verdade, nos nossos dias, devido às possibilidades de que dispõem os Estados para reprimir eficazmente o crime, tornando inofensivo quem o comete, sem com isso lhe retirar definitivamente a possibilidade de se redimir, os casos em que se torna absolutamente necessário suprimir o réu são já muito raros, se não mesmo praticamente inexistentes.

Então, apenas para reiterar, a pena de morte poderia ser utilizada em situações raríssimas quando aplicá-la é melhor para preservar o bem-comum. Digamos, talvez, um poderoso traficante ou algum tipo de líder cuja simples presença em uma prisão levaria seus seguidores a atacar frontalmente para conseguir a sua libertação, ameaçando a vida dos guardas e, até mesmo, dos demais presos. Mas, como demonstra os Estados Unidos em Guantanamo, parece que ainda é possível evitar esta ameaça de maneira inteligente. 

(1) Declaração oficial do Vaticano, infelizmente apenas em inglês; logo a tradução é minha responsabilidade.

12 de mar de 2015

4º Domingo da Quaresma - Domingo 15/03/2015

Jo 3,14-21
Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 14“Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna.16Pois Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna.
17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele.
18Quem nele crê, não é condenado, mas, quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más.
20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas, quem age conforme a verdade, aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
Comentário:
Este trecho do Evangelho segue o diálogo de Jesus com Nicodemos e apresenta o sentido da fé cristã: a paixão de Cristo simbolizada aqui pela serpente de bronze (Nm 21, 8-9) é o amor de Deus que, em seu Filho, quer a nossa salvação (Jo 12, 32; Rm 5,8; 1Jo 4,9). Essa atuação de Deus na história provoca uma crise, pois diante da revelação do amor de Deus os homens se dividem (Lc 12, 51-53).
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • Números 21, 4-9
Livros Sapienciais e Proféticos
  • Sabedoria 16, 5-7
Evangelhos
  • Lucas 12, 51-53
  • João 12, 32.46-50
Cartas
  • Romanos 5, 8
  • 1 João 4,9

7 de mar de 2015

Católicos podem ser cremados?

O Código Canônico menciona cremação apenas duas vezes. O canon 1176.3 afirma que a Igreja recomenda, com vigor, a piedosa prática dos enterros; mas acrescenta que a cremação não é proibida, exceto se for realizada por razões contrárias aos ensinamentos cristãos. Este ponto é reforçado pelo canon 1184.1 ao estabelecer que os ritos funerais devem ser negados àqueles que escolherem a cremação por não acreditarem na fé cristã.

E qual ensinamento é essencial nesta questão? Católicos acreditam na ressurreição dos corpos e na dignidade do corpo humano, em todas as circunstâncias. Portanto, o corpo humano, mesmo que de uma pessoa morta, deve ser tratado com dignidade e respeito. 

Além disso, historicamente, a cremação está associada às práticas pagãs onde não há expectativa de uma eventual ressurreição. Os antigos romanos, principalmente nos séculos iniciais do Cristianismo, preferiam a cremação para que o espírito entrasse no mundo dos mortos e não ficasse vagando infeliz no mundo dos vivos. Já os hindus cremam os corpos como forma de purificar o falecido, para que possa reencarnar para uma vida melhor e, também, liberar a alma do corpo atual. Esta distinção teológica é essencial e já, desde os princípio, levou os cristãos a arriscarem-se para enterrar os corpos dos seus falecidos mesmo sobre as mais intensas perseguições.

Como o enterro tornou-se a norma nas sociedades cristãs ao longo dos séculos, uma pessoa que desejasse ser cremada deveria organizar seu funeral de maneira bastante incomum, o que era considerado um sinal claro que havia abandonado a esperança da ressurreição. 

No entanto, algumas questões práticas, principalmente saúde pública, podem levar à cremação, em especial, em épocas de guerras ou pestes.  Mais recentemente, o custo elevado é um motivo justo para a cremação, pois não há negação da fé, apenas impossibilidade de pagar pelo enterro. Se a cremação pode ocorrer por motivos justos, resta a questão das cinzas. Em uma norma publicada em 1997, a Igreja dá instruções claras:

Os restos cremados (cinzas) devem ser tratados com o mesmo respeito dado ao corpo humano. Devem ser guardados em uma urna funenária adequada e mantidos em um lugar apropriado e digno. Podem ser enterrados ou colocados em tumbas ou columbários. A prática de espalhar as cinzas no mar, ar, terra ou manter em casa não constituem práticas adequadas. Sempre que possível é importante identificar o lugar com placas registrem o nome do falecido.

-- autoria própria

3º Domingo da Quaresma - Domingo 08/03/2015

Jo 2,13-25
13Estava próxima a Páscoa dos judeus e Jesus subiu a Jerusalém. 14No Templo, encontrou os vendedores de bois, ovelhas e pombas e os cambistas que estavam aí sentados. 15Fez então um chicote de cordas e expulsou todos do Templo, junto com as ovelhas e os bois; espalhou as moedas e derrubou as mesas dos cambistas. 16E disse aos que vendiam pombas: “Tirai isso daqui! Não façais da casa de meu Pai uma casa de comércio!”
17Seus discípulos lembraram-se, mais tarde, que a Escritura diz: “O zelo por tua casa me consumirá”.
18Então os judeus perguntaram a Jesus: “Que sinal nos mostras para agir assim?”
19Ele respondeu: “Destruí este Templo, e em três dias eu o levantarei”.
20Os judeus disseram: “Quarenta e seis anos foram precisos para a construção deste santuário e tu o levantarás em três dias?”
21Mas Jesus estava falando do Templo do seu corpo. 22Quando Jesus ressuscitou, os discípulos lembraram-se do que ele tinha dito e acreditaram na Escritura e na palavra dele.
23Jesus estava em Jerusalém durante a festa da Páscoa. Vendo os sinais que realizava, muitos creram no seu nome. 24Mas Jesus não lhes dava crédito, pois ele conhecia a todos; 25e não precisava do testemunho de ninguém acerca do ser humano, porque ele conhecia o homem por dentro.
Comentário:
A renovação do culto exigida por Cristo é fortemente acentuada neste episódio no Templo. As tradições cultuais dos judeus já não eram suficientes e, ainda, davam margem a exploração dos mais simples. No Evangelho de João, este episódio é relatado logo no início, marcando já que a mensagem de Cristo é algo novo; no Evangelho de Mateus 21,12-13, ocorre na Semana Santa, após Cristo entrar em Jerusalém para sua última Páscoa, e é apenas o início de uma sequencia de parábolas contra os judeus que falsamente seguiam os ensinamentos de Deus. É para eles que Cristo anuncia a Nova Aliança, com a Ressurreição na Páscoa que se aproxima, que renovará toda igreja.
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • Neemias 13, 4-9
  • 1 Reis 1, 28-40
  • 2 Reis 9, 11-13
Livros Sapienciais e Proféticos
  • Salmos 69(68), 25-37
  • Isaias 56, 3-7
  • Malaquias 3, 1-5
  • Zacarias 14, 16-21
Evangelhos
  • Mateus 21, 12-13
  • Marcos 11, 11-17
  • Mateus 26, 61
  • Lucas 19, 45-46
Cartas
  • Atos 2,22-28

1 de mar de 2015

2º Domingo da Quaresma - Domingo 01/03/2015

Mc 9,2-10
 Naquele tempo, 2Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus.
5Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias”.
6Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos.
10Eles observaram essa ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”.
Comentário:
Este trecho do Evangelho constitui, para Marcos, o ápice da revelação e encerra a primeira parte do livro, que inicia com o Batismo de Jesus (Mc 1, 9-11); a mesma voz celeste é ouvida, fazendo alusãoo ao Salmo 2,7 e Isaias 42,1, mas no Batismo dirigia-se somente a Cristo, agora também aos discípulos como a confirmar a profissão de fé de Pedro. Como um novo Moisés, a voz celeste diz "Ouvi-o" (Dt 18-15). A alta montanha onde Cristo se transfigura relaciona-se com o Monte Sinai, onde Moisés encontrou Deus (Ex 34, 29-30); a nuvem que cobre os discípulos é semelhante a de Êxodo 40, 38. A partir desta revelação, que pede "Ouvi-os", Cristo explica aos seus discípulos princípios de uma vida cristã (Mc 9, 35-10,45).
Leituras Relacionadas
Antigo Testamento
Livros Históricos
  • Êxodo 34, 29-30
  • Êxodo 40, 38
  • Deuteronomio 18, 15 
Livros Sapienciais e Proféticos
  • Salmos 2
  • Salmos 115
  • Isaias 42, 1
Evangelhos
  • Mateus 17, 1-8
  • Marcos 9,35-10,45
  • Lucas 9, 28-36
Cartas

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