4 de jan de 2011

Fazer a vontade de Deus

Eu falarei o que tem sido de grande ajuda para mim. Certa vez li ou ouvi que uma vida interior significa a continuação da vida de nosso Salvador dentro de nós; que o grande objetivo de todos seus mistérios é fazer-nos merecer a graça de sua vida interior e comunicá-la a nós, sendo sua missão nos guiar a doce terra de sua promessa, para uma vida em constante união com ele.
Santa Elisabeth Seton (1774-1821) foi a
primeira cidadã natural dos Estados Unidos
da América a ser canonizada pela Igreja
Católica e fundadora das Irmãs da Caridade.

E qual é a primeira regra de vida do nosso querido Salvador? Sabes que é fazer a vontade de seu Pai. Logo, o primeiro propósito na vida diária é fazer a vontade de Deus; em segundo lugar, é fazê-lo da maneira que Ele deseja; e, em terceiro, fazê-lo porque Ele deseja. Eu sei qual é o seu desejo através daqueles que me orientam; o que me pedem para fazer, por mais simples que seja, é a vontade de Deus para mim.

Fazê-lo da maneira que Ele deseja, não costurando panos velhos como se fossem novos, ou novos como se fossem velhos; não brigando por que o fogão está muito quente, nem arranjando confusão por que está muito frio. Entendes não sair voando nem correndo por que estás atrasada, nem rastejando como uma cobra por que ninguém te empurra. Nosso querido Salvador não estava nunca em extremos. O terceiro objetivo é fazer a vontade de Deus porque Ele assim deseja, ou seja, estar pronto para largar a qualquer momento o que estiver fazendo para realizar qualquer outra coisa a que for chamada. Entenda que é muito difícil levar uma vida assim a menos que que mantenhas um olho na fé sempre aberto.

Nós sabemos por certo que nosso Deus nos chama à uma vida santa, que Ele nos dá todas as graças, abundantes graças; e, no entanto, somos tão fracos, embora esta graça nos torne hábeis para transpormos todos os obstáculos e dificuldades. Mas nos falta coragem para manter uma vigilância constante sobre nossa natureza. Por isso, ano após ano, mesmo com milhares de graças, múltiplas resoluções e promessas, nos mantemos em um círculo de miséria e imperfeiçoes. Após um longo tempo de serviço a Deus, nós chegamos quase ao ponto de onde começamos, e, talvez, com ainda menos ardor pela penitência e mortificação do que quando começamos nossa consagração. Fique acima das vaidades da natureza e esforços do inimigo. Sois crianças da eternidade. Sua coroa imortal lhe aguarda, e nosso melhores Santos Padres nos aguardam com a recompensa pelo dever e amor. Talvez vejas agora somente lágrimas, mas esteja certa da recompensa da glória.

-- Fragmentos de Santa Elisabeth Ann Seton (século XIX)

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