18 de mai de 2011

Explicação Catequética do Credo - artigo X: Creio na comunhão dos santos e na remissão dos pecados

* Artigo IX: Creio na Santa Igreja Católica


Santo Padre Pio de Pietralcina tinha o dom
sobrenatural de ler as almas, isto é, conhecer os
pecados cometidos pelo confessor sem que este
os confessasse.

34. Outro ponto em que devemos acreditar, se não queremos levar falsamente o nome de cristãos, é que através dos imensos méritos de Jesus Cristo, pelos trabalhos heróicos realizados durante sua vida mortal, suas ações e sofrimentos, sua obediência a Deus Pai, Jesus ajuntou méritos para a salvação dos homens que são comunicados para todos os cristãos que permanecem na graça de Deus, como um influxo favorável a todos nós. Assim como no corpo mortal, os membros comunicam uns aos outros suas qualidades e o comando vital parte da cabeça para as extremidades, assim também no corpo místico da Igreja, do qual Jesus é a cabeça, todos os membros, ou seja, todos fiéis, recebem esta força vital de Jesus Cristo, que os nutre e faz crescer, o único Filho de Deus, ao qual, como cabeça, estão unidos. Este alimento celestial flui Dele principalmente pelos canais dos sete sacramentos: Batismo, Confirmação, comumente chamada Crisma, Eucaristia, Penitência, Extrema Unção, Ordem e Casamento. Aqueles que recebem os sagrados mistérios com justa disposição, recebem a graça, ou o aumento da graça, uma qualidade salvadora da alma que Deus concede aos homens, não merecedores por eles mesmos desta graça, pelas sagradas obras realizadas por Jesus Cristo durante sua vida na terra. Pois, como Jesus obedeceu ao seu Pai, padecendo de muitas doenças, sofrendp por livre vontade muitas injurias e insultos, o mais pesado suplício, a cruz e a morte, Ele mereceu qualquer prêmio, por maior que fosse, por seus atos. Mas possuindo Ele mesmo toda felicidade, não precisava de nenhum prêmio ou retribuição, Ele transferiu seus direitos para todos nós, que recebemos o lucro de seus sofrimentos. Portanto, a graça concedida a todos nós é fruto dos méritos de Jesus Cristo, é uma influência positiva para todos os membros do corpo.


35. E, assim como no corpo natural não é apenas a cabeça que nutre, dá força e vida aos membros do corpo, mas também os membros produzem efeitos visíveis em outros membros; assim é principalmente, mas não apenas de maneira isolada, somos responsáveis pelos tesouros acumulados por Jesus Cristo através de seus méritos, quando sofreu pacientemente durante sua vida mortal. Ele desejou que algo restasse para realizarmos através de ações virtuosas e laboriosos sacrifícios. Portanto, quando rezamos, recebemos graças; quando sofremos por seu nome, somos libertados da justiça de Deus. Finalmente, todas boas ações, enquanto permanecermos nas graças de Deus e unidos ao corpo da Igreja, nos beneficia de várias maneiras, uma superabundância de bens que é comunicada aqueles unidos a Ele, fluindo de seu poder salvador.

36. Nós reconhecemos e comfessamos que Deus Nosso Senhor possui autoridade e poder para perdoar nossos pecados, ou seja, apagar as manchas dos pecados e eliminar punições por nossos maus atos, realizados pelo abuso do livre arbítrio, quando nos separamos de Deus e nos rebelamos contra Ele, merecendo nos afastar de sua graça, na qual Ele gentilmente nos admite. Também confessamos e acreditamos que Jesus Cristo, através dos sacerdotes da Igreja Católica, pelo efeito de comunicação de sua autoridade, absolve dos seus pecados todos que se acharem suficientemente arrependidos de suas fracas condutas, perante Deus.

37. Por esta razão, aqueles que sentem-se culpados de terem ofentdido a Deus devem trabalhar honestamente, demonstrar arrependimento de suas faltas para obter perdão e assegurar a salvação de sua alma. A causa é defendida perante o tribunal sagrado ao qual comparecemos, o sacerdote julgando se o penitente é merecedor ou não de absolvição; e o acusador sendo a própria pessoa acusada. O sacerdote, como juiz, deve tomar conhecimento da causa, diligentemente considerar todos os aspectos deste ofício sagrado. O penitente deve confessar clara e completamente todos pecados mortais, exceto se o tempo restante o impedir, como pode ocorrer em casos extremos. Quando todos pecados são suficientemente conhecidos e o padre pronuncia a sentença de absolvição, a graça de Deus jorra na alma do penitente, e através da graça todas manchas que desfiguravam a alma são limpas e a remissão dos pecados e livramento das punições eternas lhe é concedida. Estes dois artigos da doutrina católica são assim resumidos nas palavras de São Simão: Creio na comunhão dos santos e no perdão dos pecados.

-- Explanação Catequética do Credo para os Habitantes das Ilhas Molucas, por São Francisco Xavier (século XVI)

Nenhum comentário:

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...