20 de set de 2010

Revistamo-nos com as armas da justiça

A raiz de todos os males é a ânsia de possuir (1 Tm 6,10). Certos de que nada trouxemoos para este mundo nem dele poderemos levar coisa alguma (1 Tm 6,7) revistamos com as armas da justiça e ensinemos a caminhar no preceito do Senhor. A nós mesmos em primeiro lugar; depois, a vossas esposas, para que andem na fé que lhes foi entregue e na caridade e castidade. Que amem seus maridos com inteira fidelidade e estimem a todos com recato. Eduquem os filhos na disciplina do Senhor (cf. Ef 5,23). As viúvas ensinemos a serem versadas na doutrina do Senhor, intercedendo sem cessar por todos, afastadas de toda a impostura, maledicência, falso testemunho, da avareza e de todo mal. Conscientes de serem altar de Deus e de que ele tudo vê claramente, nada lhe escapa de apreciações, de pensamentos e dos segredos do coração (cf. 1Tm 5).

Sabendo, portanto, que não se zomba de Deus (Gl 6,7), devemos caminhar de modo digno conforme seu preceito manifesto. Igualmente têm os diáconos de ser irrepreensíveis em face da justiça, como ministros de Deus e do Cristo, não dos homens. Não sejam maldizentes, falsos, ávaros (1Tm 3,6s), mas sóbrios em tudo, misericordiosos, dedicados, vivendo de acordo com a verdade do Senhor que se fez o servo de todos. Se lhes formos agradáveis neste mundo, seremos recompensados no outro, como nos prometeu: ele ressuscitará dos mortos a cada um de nós. Se vivermos de modo digno dele, também com ele reinaremos (2Tm 2,12), já que temos fé.

-- Da carta aos Filipenses, de São Policarpo, bispo e mártir (século II)

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