23 de nov de 2010

Instrução sobre o silêncio

Moisés escreveu na lei: Deus fez o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1,26.27). Considerai, peço-vos, a dignidade destas palavras! Não aconteça introduzirmos em nós imagens roubadas, pinte em nós Cristo sua imagem, ao dizer: Eu vos dou a minha paz, deixo-vos a minha paz (Jo 14,27). Mas, que nos adianta saber que a paz é boa, se não a conservamos bem? O ótimo costuma ser fragilíssimo e as coisas preciosas exigem maior cautela e guarda mais solícita; muitíssimo frágil é aquilo que se perde com a menor palavra e se desfaz com a menor ofensa ao irmão. Nada mais agradável para o homem do que proferir a todo momento palavras ociosas e falar mal dos ausentes. Por isto quem não pode dizer O Senhor deu-me uma língua erudita para poder sustentar com a palavra o abatido (Is 50,4), cale-se e se disser algo, que seja de paz.

-- Das Instruções de São Columbano, abade (século VII)

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