15 de out de 2012

Santa Catarina Tekakwitha

No próximo domingo, 21 de Outubro, o Papa Bento XVI canonizará sete beatos, sendo duas nova-iorquinas. 

Única imagem conhecida de Santa Kateri em vida,
pintada pelo Pe. Chauchetiere.
Uma delas é a Beata Kateri (Catarina) Tekakwitha, índia Mohawk, nascida em 1656, filha do chefe Kenneronkwa e Tagaskouita, uma índia Algonquin que havia sido criada por jesuítas franceses e sequestrada pelos Mohawks. Uma epidemia de sarampo atingiu a tribo em 1661, quando seus pais e o irmão morreram. Kateri ficou com cicatrizes e a vista afetada. Quando tinha 11 anos, seu tio proibiu qualquer contato com os jesuítas, após uma filha sua abandonar a tribo para ir morar numa missão. Mas na primavera de 1675, com 18 anos, Kateri conheceu o Pe. Jacques de Lamberville, com quem começou a estudar o catecismo.

Considerando sua conversão verdadeira, Pe. Lamberville batizou-a na Páscoa de 1676, em 18 de Abril. Após batizada, índios da sua tribo a acusaram injustamente de ser promíscua, provavelmente por despeito, pois ela recusou-se a casar com um não-cristão. Rejeitada pela tribo, teve que partir para uma missão próxima à Montreal, onde outras índias convertidas moravam. 

Na tradição Mohawk os guerreiros faziam sacrifícios de caráter religioso, até sangrarem. Apesar da oposição dos jesuítas, as mulheres insistiam que deveriam fazer mortificações severas devido aos muitos pecados das suas tribos. Diz-se que Kateri colocava espinhos sobre sua cama, além de praticar jejuns e longas horas de oração. 

Segundo o Pe. Cholonec, Tekakwitha  afirmou durante a Festa da Anunciação: "Após muito deliberar, decidi o que fazer: consagrei-me inteiramente a Jesus, filho de Maria. Escolhi-o como meu marido e apenas Ele poderá me ter como esposa". Por isso, Kateri é considerada a primeira virgem Mohawk. Após algum tempo pediu permissão para formar um grupo de mulheres a quem orientaria, mas os jesuítas consideraram ser muito cedo para tal tarefa. De qualquer modo, alguns conselhos seus eram sempre lembrados por suas companheiras: 
  • "Tenham coragem, apesar das palavras daqueles que não tem fé."
  • "Assegurem-se que sejam agradáveis à vista de Deus e eu as ajudarei quando estiver com Ele.
  • "Nunca desistam das mortificações."
Na Semana Santa de 1679, suas companheiras notaram que Kateri não estava bem. Chamaram o Pe. Cholenec para ministrar os últimos ritos. Após recebê-los, ela exclamou: "Irei amá-los no céu". E estas foram sua últimas palavras. Após sua morte, sua face se reconstituiu, desaparecendo as cicatrizes do sarampo. Teria ainda aparecido três vezes: para suas companheiras Mariè-Therese e Anastasia; e uma terceira para o Pe. Chauchetière. As amigas disse que se alegrassem, pois estava indo para o céu.

Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, em 22 de Junho de 1980. Dela disse o Papa: Esta admirável coroa dos novos beatos, dom beneficente de Deus à Sua Igreja, é completado por esta doce, frágil mas também forte figura de jovem mulher que morreu quando tinha apenas 24 anos de idade: Catarina Tekakwitha, o "Lírio dos Mohawks", a donzela iroquesa, que na América do Norte do século XVII foi a primeira a renovar as maravilhas de santidade de Santa Escolástica, Santa Gertrudes, Santa Catarina de Sena, Santa Angela Merici e Santa Rosa de Lima, precedendo no sofrimento do Amor, a sua grande irmã espiritual, Teresa do Menino Jesus.

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