10 de out de 2012

São Pascal Baylon

Retrato de São Pascal, conservado na
capela de Torre Hermosa, sua cidade
natal.  
São Pascal Baylon nasceu em Torre Hermosa próximo ao reino de Aragón em 24 de Maio de 1540, dia da festa de Pentecostes, naquela época chamada Páscoa do Espírito Santo, daí o nome Pascal. Ele passou a infância trabalhando como pastor. Desde pequeno acostumou-se a carregar livros para o campo e foi assim que aprendeu a ler e escrever.  

Aos 21 anos juntou-se aos fransciscanos na cidade de Loreto. Como irmão leigo, por muitos anos serviu como porteiro e jardineiro, com paciência e bom humor. Segundo seu biógrafo, irmão João, foi um frade exemplar, sempre o primeiro nas horas de orações, sempre apaziguando os espíritos e disposto ao serviço. 

Como outros santos porteiros, ganhou reputação de realizar milagres, como multiplicação dos pães para os pobres, cura de enfermos, dom de profecia e, certa vez, teria pedido a Deus para jorrar água de uma pedra.  Segundo a tradição popular, muitas vezes enquanto estava orando experimentava alegria tão grande que punha-se a bailar.

Um relato autêntico é de um certo Martim Crespo, que estava determinado a matar por vingança os assassinos de seu pai. 

Numa sexta-Feira Santa houve uma representação da Via Crucis. Assim como todos na cidade, segui o cortejo da cruz através das ruelas. Num último esforço para mudar minhas intenções, meus amigos me forçaram a ouvir a pregação de um padre. Ele concluiu de maneira eloquente dizendo que devería me arrepender e converter, em memória da Paixão de Jesus Cristo. Mas seu discurso encontrou-me frio e indiferente. Então exclamei em alta voz: "Pare de me atormentar, é inútil, jamais irei perdoá-los". Irmão Pascal, que eu nem havia percebido até aquele momento, tomou-me pela mão e me conduziu a um local mais tranquilo.

"Meu filho", disse ele, "não acabaste de ver uma representação da Paixão de Cristo?" então, com um olhar que penetrou meu coração, pediu "Pelo amor de jesus Crucificado, meu filho, perdoa-os." 

"Sim, padre", respondi, balançando minha cabeça e concordando. "Pelo amor de Deus, eu os perdoo de todo meu coração." e não mais me sentia mesma pessoa. Como por encantamento, um lobo sedento de sangue transformou-se um cordeiro. 

A multidão aguardava ansiosamente o resultado da nossa misteriosa conversa. Quando Pascal anunciou que eu havia perdoado meus inimigos, eles explodiram num longo aplauso. O pregador, no entanto, parecia mortificado, pois as palavras de um mero irmão haviam sido mais eficazes que a sua bela retórica. 

Pascal é lembrado principalmente pelas longas horas que passava em adoração ao Santíssimo Sacramento. Devido a sua grande devoção, foi escolhido como patrono dos congressos eucarísticos. Morreu em 17 de Maio de 1592, também dia de Pentecostes. Segundo testemunhas, na missa de corpo presente, no momento da consagração, teria abrido os olhos para adorar a Eucaristia uma última vez. 

Foi beatificado pelo Papa Paulo V em 19 de Outubro de 1618 e canonizado por Alexandre VIII em 16 de Outubro de 1690.




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